A História do Techno no Brasil
Das primeiras festas underground à consolidação de uma das cenas mais respeitadas do mundo.
Introdução
O techno chegou ao Brasil no início dos anos 90, trazido por DJs que viajavam à Europa e voltavam com os discos de Detroit e Berlim. O que começou em festas clandestinas em galpões de São Paulo se transformou em uma das cenas mais vibrantes e respeitadas do planeta, exportando talentos como ANNA, Victor Ruiz e Renato Cohen.
As Raízes Underground (Anos 90)
As primeiras festas de techno no Brasil aconteceram em São Paulo, em espaços improvisados como galpões industriais e clubes alternativos. DJs como Renato Cohen, Anderson Noise e Mau Mau foram pioneiros, trazendo o som de Detroit e da Europa para pistas brasileiras. A cena era pequena mas apaixonada, formando as bases do que viria depois.
A Era D-Edge e Warung
O ano 2000 marcou a abertura do D-Edge em São Paulo, clube que se tornaria referência mundial em techno e house. Dois anos depois, em 2002, o Warung abriu suas portas em Itajaí, Santa Catarina, rapidamente conquistando o título de melhor clube do mundo pelo DJ Mag. Esses dois espaços foram fundamentais para profissionalizar a cena e atrair DJs internacionais.
Produtores Brasileiros no Mundo
A partir dos anos 2010, produtores brasileiros começaram a conquistar espaço internacional. ANNA se tornou uma das DJs de techno mais requisitadas do mundo, tocando em festivais como Awakenings e Time Warp. Victor Ruiz conquistou lançamentos em selos prestigiados como Drumcode. A qualidade da produção brasileira passou a ser reconhecida globalmente.
A Cena Contemporânea
Hoje, o Brasil possui uma cena de techno madura e diversificada. Festivais como Warung Day Festival e as festas do coletivo DELAS têm levado o gênero para novos públicos. Clubes em São Paulo, como o próprio D-Edge e novos espaços, mantêm a tradição de programações de alta qualidade. A nova geração de produtores continua elevando o nome do Brasil no cenário mundial.
Conclusão
O techno brasileiro é um exemplo de como a paixão e dedicação podem transformar uma cena underground em um movimento global. De galpões abandonados aos maiores festivais do mundo, o Brasil provou que o techno não conhece fronteiras.
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